Não julgo mais outrem.
Sou eu quem deriva,
Não margeio, não abstenho,
Recalculo rotas sem saber incógnitas.
Sou por mim mesmo,
Sem por que ou para que,
Vivo um dia,
Depois o outro,
Desfaço-me da agonia,
Aprendo a repartir empatia.
Não tenho medo de errar,
Ora se o erro é por si só um acerto,
Um preparo inconsciente,
Para que no momento certo,
Faça-se saber que todo o ensaio,
Valeu a pena:
A plenituda da felicidade,
É o espetáculo completo.
E os espetáculos são unicos,
A vida é unica, o momento
A chuva e o segundo…
O hoje, o perdão e a palavra.
Não, já não sou mais o mesmo.
E de longe, não quero as mesmices,
Porque o tempo hoje
Me é precioso, sagrado
Intimimamente meu.
