Vértice

 

Sou metade das minhas verdades

Na outra, sou minha mentira

Minha parte mais dolorosa,

Aguda, penetrante, fatal…

Sou metade das minhas virtudes

Na outra, sou meu defeito

Meus vícios e meus pecados,

Obscuros, irracionais, obscenos…

E das metades, nem sei quem sou

Se sou verdade ou mentira,

Virtude ou vício

Das metades, mal sei qual

Prevalece, intitula-me

Ou rasga-me e sobrepõe.

 * Ao som de “Love is a losing game” – Amy Winehouse.

6 Comentários

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6 respostas para

  1. Cara, muito bom o poema!
    Todos nós somos metade dos opostos, e o segredo da vida é saber usar o meio termo de tudo.

    Continua postando, velho! Suas palavras ecoam pelo ar com força e sinceridade.

  2. Mariana

    Adooooooro esse poema!!!!

  3. Belo poema! Tem um quê de Fernando Pessoa ou eu que estou ficando doida? rs Mas é bem verdade, vivemos diariamente com e contra nossos opostos, a ação e reação, e chega um momento em que não sabemos mais se somos isso, aquilo, tudo ou nada… Muito bem articulado, muito bem ritmado, muito bem construído, enfim, um primor :)

  4. Dayane

    quando nossos versos vem da alma é q se formam os poemas mais lindos!

  5. Precisa entender este desequilibrio tão comum dentro de nós. Eu sei que vai conseguir!

    Belo poema, desejo paz interior neste coração (escuta o que ele te diz, rapaz)!

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