Vértice
Sou metade das minhas verdades
Na outra, sou minha mentira
Minha parte mais dolorosa,
Aguda, penetrante, fatal…
Sou metade das minhas virtudes
Na outra, sou meu defeito
Meus vícios e meus pecados,
Obscuros, irracionais, obscenos…
E das metades, nem sei quem sou
Se sou verdade ou mentira,
Virtude ou vício
Das metades, mal sei qual
Prevalece, intitula-me
Ou rasga-me e sobrepõe.
* Ao som de “Love is a losing game” – Amy Winehouse.

Cara, muito bom o poema!
Todos nós somos metade dos opostos, e o segredo da vida é saber usar o meio termo de tudo.
Continua postando, velho! Suas palavras ecoam pelo ar com força e sinceridade.
Adooooooro esse poema!!!!
Belo poema! Tem um quê de Fernando Pessoa ou eu que estou ficando doida? rs Mas é bem verdade, vivemos diariamente com e contra nossos opostos, a ação e reação, e chega um momento em que não sabemos mais se somos isso, aquilo, tudo ou nada… Muito bem articulado, muito bem ritmado, muito bem construído, enfim, um primor
parabéns, texto gostoso de ler.
quando nossos versos vem da alma é q se formam os poemas mais lindos!
Precisa entender este desequilibrio tão comum dentro de nós. Eu sei que vai conseguir!
Belo poema, desejo paz interior neste coração (escuta o que ele te diz, rapaz)!