O lirio que brotou na minha janela se desfez,
junto com o silêncio mórbido que rompeu
Suas meias verdades e seus meios termos,
foi-se assim, junto:
completamente.
Quase como a ambiguidade das palavras,
Dos exatos pormenores e maiores,
Das tuas nuas certezas, dos teus infímos
(des)amores.
E assim, fez-se novo.
Pranto, ciclo, recomeço;
Funcionalmente incapaz, sentimentalmente,
suficiente.
Livre, triste.
Sem sombra, sem porta atrás de porta,
só o eco.
A liberdade do vazio,
a essência.
O eu.
A retomada.
A nova estrela, que brilha pra si,
Ou a onda que rabete por auto-suficiencia,
Eternamente imutável.
Agora que…
Que eu já nem sei mais nada.
Não voltar é uma escolha,
já sobre o voar,
uma deficiência,
Não importa; não mais.
Nem o tom da musica.
