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Tão pouco…

Disseram que ia haver cometas no céu. Eu pessoalmente não vi nada. Não sei se foi meu estado de espirito mal resolvido ou se foi porque me faltou um telescópio. Agora nas proximas semanas, ouvi dizer que no céu vai ter duas luas. Acho mesmo que nem vou ver esse surpreendente fato. O céu ficou tão nublado, as pessoas tão distantes e próximas, que fica fácil adivinhar o final de uma noite mal dormida. Duas luas…
Com a cabeça no travesseiro, eu me perguntei se as pessoas mereciam mais luz. Se não seria certo, provarmos da escuridão pra dar um pouco mais de valor pra luz. Ou quem sabe vice-versa, sei lá. Eu não sou o senhor da razão, também erro, cometo meus equivocos e meus julgamentos que por si só são desacertados. Nem vou ousar a setenciar esse meu monólogo a uma ou outra opção, além do que diz respeito a minha propria individualidade.
É só uma visão distorcida da realidade.(?). Porque de fato, as opiniões são como preces não atendidas. É de se analisar, se o problema é do seu Deus, ou do seu Eu. É de se analisar…
Enquanto isso, as pessoas correm la em cima. Uma moça passa lapis, batom e coloca uma cinta liga. O outro, passa perfume, arruma o cabelo e testa seu sorriso infalível no caco de espelho do banheiro. Um senhor passeia com seu cachorro que faz as necessidades na calçada, um casal corre na orla da praia, os garotos jogam bola, dois adolescentes descobrem o sexo de forma precoce…As luzes se apagam, e nada parece sair do normal.
Uma viagem interpessoal por todas essas diferenças, todo esse modo de ver e viver a vida. Aqui eu excluo os casos de sobre-vidas, esses por si só, ja são um drama maior. Alguém que passa a droga e o outro que compra. As pessoas se conhecem num carro ou num motel, o pedido de casamento vem por email e o vestido é arrematado no “e-bay”.

O que aconteceu com o mundo? Não, nada disso.

Você deixou de ser dinâmico(a), espertão(ona).

[...deixei. fato....]

duas_luas

A conquista do Homem Comum

O que faz a vida de um homem ter sentido, senão suas próprias escolhas, sua liberdade e seu sorriso espontâneo. Coisas que invadem o cotidiano, soprando à sudoeste em direção ao mar aberto, que encantadoramente se espalham pelos cantos do mundo sem as obrigações do “com licença”, ou do “por favor”. É o “estou a caminho”, como duas pessoas se conhecendo, dois amores florescendo e desabrochando.

A felicidade de um homem é do tamanho das suas escolhas. Do tamanho dos sonhos e dos pesadelos nos quais decidimos emergir. É um processo árduo de conhecimento do eu, como se estivessemos escalando uma torre de virtudes e desvirtudes, procurando entender a mecânica desse eu ao avesso. É tudo ponto de vista.

De como você considera o clima frio, triste ou acochegante. Do sol, escaldante ou reconfortante. Da chuva que prende em casa ou que aproxima a família…A vida de um homem são suas conquistas, seu descobrimento do mundo, sua compreensão e aceitação do fluxo natural da vida. É disso que se trata.

E se me perguntarem o que quero da minha vida, com prazer direi que não sei. Porque meus planos concretos, descobri serem passageiros e dinâmicos. Porque os meus quereres mais profundos de ontem, se tornam os sonhos de hoje e a especulação do amanhã.

Eu só quero que a vida tenha sentido.

Preservar minhas escolhas, meus sorrisos e minha liberdade.

Ser espontâneo, ser feliz.

calmaria

A ruina do homem comum.


Enquanto as pessoas achavam fácil jogar pedras por cima do muro, apagar todas as tochas acessas daquele castelo repleto de sombras era uma tarefa dificil e solitária. Toda aquela poeira e aquele ar de doença perseguiam-no pelas escadas intermináveis, pelas torres mais altas e os calabouços mais frios…No entanto, ali ele estava, frente a frente com seu destino, interminavelmente determinado em suas verdades incoerentes, seus desejos distraídos e sua coragem coagida.

As pedras que dia após dia, se acumulavam nos portões não eram seu problema. Aquilo era de fato um bom motivo para continuar ali, cuidando de um lugar a muito abandonado por quem quer que seja, mas a idéia de ser não mais do que um sonho mal esquecido, ou uma noite mal “dormida”, consumiam toda sua sanidade.

E se ele perecesse, será que alguém iria lhe julgar, bem ou mal?
Será que alguém poderia?

Será, ao menos, que alguém importar-se-ia?

tochas-1

Fast For Nothing

Com medo da próxima esquina, conduzo minha vida por entre esses semáforos apagados que não me ditam direção alguma. Conduzo meus anseios por esta estrada sem alertas, sem avisos sobre a velocidade com que posso atingir quando embarco em meus sonhos mais intocáveis. Sem combustivel algum, a não ser essa unica vida terna e finita, encaro meu horizonte sem saber até onde a melodia do rádio vai chegar e até onde o sol vai me acompanhar pra me prevenir da sombra do incerto.

E assim, enquanto pisamos fundo no acelerador, tudo parece meio desfocado, e eu tenho impressão de que pelo meu retrovisor passou alguma placa de felicidade que eu mal pude notar. Eu aumento o volume e mudo de estação, e espero que ditando o ritmo, minha vida voe rápida e certeira pra algum lugar calmo onde eu possa sentar-me sob uma velha arvore com um velho mar a espiar sob meu ombro.

E enquanto o brilho da lua ofusca meu para-brisas, eu escuto vozes, fantasmas de minha sanidade inconstante, rindo de minhas escolhas, minhas decisões e meus potenciais. E eu vacilo por um instante na esperança de que os freios não funcionem a tempo de ficar pra ver o fim das coisas que já deixei seguirem cursos secretos em seus próprios objetivos.

E ainda assim, tudo soa como insanidade.

Insanidade.

carro caindo

The Time, All the Time.

Nossas opiniões baseadas em nossa vã experiência, intocada pela arrogância e prepotência, acaba atuando como escudo, perante um ideal alheio. É dessa forma, que nos defendemos dos amores, desamores, certezas e incertezas do dia-após-dia, que bate a porta para tomar café da manhã junto com o jornal matinal das seis.

É nesse momento que nós nos fazemos seres ímpares e indiferentes, vivendo nosso próprio tempo e correndo nosso próprio cotidiano, deixando de lado as curvas que predizem incertezas e um talvez. Talvez, perdemos toda nossa coragem e perseverança de arriscar.

E a culpa é de quem, quando a luz apaga, e o travesseiro se torna duro como pedra, não confortando nossa mente a mil por hora? De quem, quando o final de semana parece curto para se realizar tudo aquilo que não acabamos de segunda à sexta?

Não ouso julgar. Nem a mim, nem a ninguém. Mas que cada um, e inclusive o eu, pare para respirar enquanto pensa na própria existência. Porque, cada um merece re-avaliar a sua vida, parar de dar conselhos a torto e a direito, conhecer a ti mesmo e permitir ao outro se conhecer.

CONSELHO TUTELA

Do you…

Sinto-me incendiar, como se uma vontade inexorável de ver o mar tomasse minha alma e me guiasse pra longe do eu; Como se a história de fazer de conta que o mundo gira em torno do eixo oposto aos desígnios pessoais de meu alto e baixo astral, fosse distante das descrenças que eu alimentava até conhecer a vida.
É como numa música cantada bem baixinho, com toda melodia fluindo por uma sala quase vazia, exceto pelo talvez que ali reside, quieto e intocado. E eu acredito, que agor,a olhando pra esse céu azul-negro e essa lua recém acolhida, eu posso me sentir bem, vivo e humanamente mortal.

As pessoas vivem nos pedindo pra explicar, pra repetir, pra se ocmportar ou não, quando na verdade, o que eu preciso é apostar mais nessas sub-realidades intrínsecas, sem norte ou sul, que sussuram toda essa vontade inundade de ideais paralelos, incotidianos e adoravelmente surreais.

Eu quero me obrigar a sentir o vento no rosto umas dez milhões de ultimas vezes, antes de me sentar numa varanda velha, de uma casa velha, com uma árvore e um cachorro velho. E então, eu me permito mais uma transição, e que seja assim, até anoitecer outra vez…

[Consumo
Um silêncio vazio de essência
Discutindo objetivos supérfluos
Num monólogo Capitalista
Que respira lucro e fluxo
Como se pudesse se medir
Realização em Cifra

Assim eu faço das minhas noites
Grilhões da minha vontade
E do meu espiríto revolucionário
Que se empoeira solitário
Num canto do meu idealismo
Overdrive]

Voz ativa , pretério imperfeito do verbo “transformar”

Eu pego meu carro e dirijo por entre a árvores quase artificiais dessa cidade que respira luxuria e mentira. Corro mais do que o ponteiro consegue acompanhar, e assim, me liberto dos grilhões capitalistas da vontade alheia – E ao acaso – Sou eu quem faz o destino que vivo no agora, nada mais.

Os casais se encontram nos motéis, com toda aquela desculpa de viver no século XXI, querendo dizer na verdade que morre-se o romantismo e o sexo se torna a melhor cantada da conquista. As flores  – Mero conceito fictício da beleza e da pureza – Só enfeitam funerais e casamentos, sendo que, neste ultimo, uma mera tradição a ser extinta por algum pseudo-visionário que virá.

E nas esquinas o amor se vende, como recompensa por um dia sofrido, sem carinho e cuidado; Há quem se emocione em peles tão frias e artitficiais, por toda essa distância e individualidade conquistada pelo mérito tecnológico de nos aproximar.

E há quem discorde que o tempo mudou, de fato.
E há quem ouça anos 80 e ainda seja feliz. (?)

The Best of Me

Um folk na vitrola enferrujada,
Pra me distrair das suas vontades
Tão conhecidas e reprovadas,
Tão proibidas e acentuadas…

E as situações nos levam,
A querer mais um do outro,
E menos das obrigações vívidas.

Vozes, violão e vaidade
Te procuro nos sonhos
E te encontro em beijos irreais
Nas incertezas incondicionais

E nos dizerem que calam mais,
Um a um, pelo outro,
E pela noite pálida e cítrica.

Do You…

Sinto-me incendiar, como se uma vontade inexorável de ver o mar tomasse minha alma e me guiasse pra longe do eu;  Como se a história de fazer de conta que o mundo gira em torno do eixo oposto aos desígnios impessoais de meu alto e baixo astral, fosse distante das descrenças que eu alimentava até ver o sol.
É como numa musica cantada bem baixinho, com toda melodia fluindo por uma sala quase vazia, exceto pelo talvez que ali reside, quieto e intocado. E eu acredito que agora, olhando pra esse céu azul-negro e essa lua recém acolhida, eu posso me sentir bem, vivo e humanamente mortal.
As pessoas vivem nos pedindo para explicar, para repetir, para se comportar, quando na verdade o que eu preciso é apostar mais nessas sub-realidades intrinsecas, sem norte ou sul, que sussurram toda essa vontade inundada de ideais paralelos, incotidianos e adoravelmente surreais. Eu quero obrigar-me a sentir o vento no rosto umas dez milhões de ultimas vezes, antes de me sentar numa varanda velha de uma casa velha, com uma árvore e um cachorro velho. E então, eu me permito mais uma transição, e que seja assim, até o próximo anoitecer.

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